
Tenho que escrever um pouco mais, afinal o povo anda me cobrando né...
O problema é que muitos dias eu não quero falar...
Não sou dessas que acredita que falar alivia as dores emocionais, pelo contrário... quanto mais eu falo mais brava eu vou ficando de novo, eu começo a chorar de novo... enfim não funciona...
O fato é que ultimamente eu tenho pensado muito sobre isso... ate que ponto nós podemos controlar o nosso dia a dia?
Porque na verdade, eu sempre fui tendo a lição, e acreditando que as pessoas somente fazem com você aquilo que você deixa... Dessa forma ultimamente eu estou aprendendo a jogar as coisas fora... me livrar de tudo o que me deixa triste, não escutar uma música que me lembra algo ruim... enfim, não estabelecer nenhum tipo de contato com coisas e muito menos pessoas que não me façam sentir bem, feliz, ou seja, só faço contato e amizade me aproximo e deixo que aproximem de mim, gente que não em cause qualquer mal, qualquer desconforto ou stress.
Recentemente recebi um texto que diz que 90% do seu dia é você quem faz dependendo de como reag
e as coisas, e aos outros e como seu mau humor reflete nas pessoas...Acredito que sim, relmente podemos mudar muita coisa de acordo com a maneira que reagimos, inclusive esses dias eu fiquei sabendo que a pessoa que eu mais encho o saco no meu trabalho pego no pé e cobro tem um problema serio de depressão, e eu fiquei pensando quantos dias eu posso ter contribuído ja pra que ela fique mais mal, com mais raiva de mim e faça mais mal feito as coisas pra mim como ela sempre fa, e entra naquele circulo vicioso, ai eu cobro ela e assim vai...
Estive pensando em quantas pessoas eu ja deixei me fazer mal, e entre essa ideia de reagir bem, de relevar, eu estou tentando chegar num consenso, se eu devo mais vezes abrir a boca ou relevar...
O fato é que quando você vai levando coices, e não faz nada, com o tempo as feridas que eles causam tornam-se incuráveis...
Então...fica ai a pergunta... o que é pior? Novas feridas... ou as antigas que deviam ter sarado e nunca o fizeram?
P.S. A foto do cavalo e uma das frases, é por conta de um texto que eu recebi que segue abaixo...
Esta é a estória de duas criaturas de Deus, que viviam numa distante floresta , há muitos anos atrás.
Na verdade, não tinham praticamente nada em comum, mas em certo momento de suas vidas, aproximaram-se e criaram um elo.
A borboleta era livre, voava por todos os cantos da floresta, enfeitando a paisagem. Já o cavalinho, tinha grandes limitações, não era bicho solto que pudesse viver entregue a natureza. Nele, certa vez, foi colocado um cabresto por alguém que visitou a floresta, e a partir daí sua liberdade foi cerceada.
A borboleta no entanto, embora tivesse a amizade de muitos outros animais e a liberdade de voar por toda a floresta, gostava de fazer companhia ao cavalinho, agradava-lhe ficar ao seu lado e não era por pena, era por companheirismo, afeição, dedicação e carinho.
Assim, todos os dias, ia visitá-lo e lá chegando levava sempre um coice, depois então um sorriso.
Entre um e outro, ela optava por esquecer o coice e guardar dentro de seu coração, o sorriso.
Sempre o cavalinho insistia com a borboleta que lhe ajudasse a carregar o seu cabresto, por causa do seu enorme peso. Ela, muito carinhosamente, tentava de todas as formas ajudá-lo, mas isso nem sempre era possível, por ser ela uma criaturinha tão frágil.
Os anos se passaram e numa manhã de verão a borboleta não apareceu para visitar o seu companheiro. Ele nem percebeu, preocupado que ainda estava em se livrar do cabresto.
Vieram outras manhãs, até que chegou o inverno e o cavalinho sentiu-se só e finalmente percebeu a ausência da borboleta.
Resolveu então, sair do seu canto e procurar por ela. Caminhou por toda a floresta a observar cada cantinho, onde ela poderia ter se escondido e não a encontrou. Cansado deitou-se embaixo de uma árvore. Logo em seguida, um elefante se aproximou e lhe perguntou quem era ele e o que fazia por alí.
- Eu sou o cavalinho do cabresto e estou a procura de uma borboleta que sumiu.
- Ah, é você então, o famoso cavalinho?
- Famoso, eu?
- É que eu tive uma grande amiga que me disse que também era sua amiga, e falava muito bem de você. Mas afinal, qual borboleta voc~e está procurando?
- É uma borboleta colorida, alegre, que sobrevoava a floresta todos os dias visitando todos os animais amigos.
- Nossa, mas era justamente dela que eu estava falando. Não ficou sabendo?
Ela morreu e já faz muito tempo.
- Morreu? Como foi isso?
- Dizem que ela conhecia aqui na floresta um cavalinho, assim como você e todos os dias quando ela ia visitá-lo, ele dava-lhe um coice.
Ela sempre voltava com marcas horríveis e todos perguntavam a ela quem havia feito aquilo, mas ela jamais contou à ninguém.Insistíamos muito para saber quem era o autor daquela malvadeza e ela respondia que só ia falar das visitas boas que tinha feito naquela manhã e era aí que ela falava com a maior alegria de você.
Nesse momento o cavalinho já estava derramando muitas lágrimas de tristeza e de arrependimento.
- Não chore meu amigo, sei o quanto você deve estar sofrendo. Ela sempre me disse que você era um grande amigo, mas entenda, foram tantos os coices que ela recebeu desse outro cavalinho, que ela acabou perdendo as asinhas, depois ficou muito doente, triste, sucumbiu e morreu.
- E ela não mandou me chamar nos seus últimos dias?
- Não, todos os animais da floresta quiseram lhe avisar, mas ela disse o seguinte:
" Não perturbem meu amigo com coisas pequenas, ele tem um grande problema, que eu nunca pude ajudá-lo a resolver. Carrega em seu dorso um cabresto, então será cansativo demais para ele vir até aqui."
Você pode até aceitar os coices quelhe derem, quando eles vierem acompanhados de beijos, mas em algum momento da sua vida, as feridas que eles vão lhe causar, não serão mais possíveis de serem cicatrizadas.
Quanto ao cabresto, não culpe ninguém por isto, afinal, muitas vezes foi você mesmo que o colocou no seu dorso, ou permitiu que fosse colocado.
Queridos amigos!! Nunca coloque as culpas em ninguém pelo fardo que é seu, e lembre-se que podemos amar pessoas assim, mas chega um momento que as feridas não irão mais cicatrizar.
