quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Quem nasceu pra alface...


Essa semana estive numa mesa de bar com pessoas magníficas, infelizmente pra uma despedida...

Fazia tempo que eu não ria tanto na minha vida, e dessa conversa saíram algumas frases engraçadas, então novamente sobre os homens... estivemos conversando sobre algumas coisas extremamente engraçadas, outras trágicas, mas no fim das contas chegamos a uma conclusão, de que nenhuma mulher entende os homens.

Por mais que você mude de atitude, é sempre a atitude certa com o homem errado, ou a atitude errada com o homem certo ou a atitude errada com o homem errado, enfim... um amigo me disse esses dias que o cara do fim da fila, que vc não bota fé, é o cara que seria o cara legal, mas o que vc resolver dar a chance é sempre para o safado que tá la zuando e rindo...

Enfim, como disse uma das minhas amigas, existem dois tipos de homens, os que querem e os que não querem, e o grande erro das mulheres está em ficar tentando acertar, ou tentando achar onde errou, ao invés de simllesmente saírem por aí sorrindo e reconhecendo o quanto são especiais.

Se o cara não liga, não dá sinal de vida, digo novamente... ele não morreu, nem tá com a vovozinha doente, e nem perdeu seu telefone ou derrubou o celular no vaso sanitario...

Pare de tentar achar desculpas pela qual um cara não te quis e saia por aí com um belos sorriso, cada dia mais linda e estontiante, e arruma outro... valorize-se pois se você não o fizer, jamais outro alguém o fará, afinal... "quem nasce pra alface, não importa o tempero que vc colocar, vai ser sempre alface, jamais chegará a ser picanha ou filé..."

E por falar em bloqueios...

Eu não vou mentir...
Eu sou um pouco complicada...
Eu ainda tenho dúvidas sobre as pessoas que eu deixei ir, e nem sei porque, mas meus olhos sempre se voltam a elas.
Tem uma pessoa que me magoou recentemente, e eu vivia dizendo que um dia ia escrever um post pra ele, mas na verdade ele não merecia, pois eu só escrevia posts sobre homens idiotas...
Eu nem sei se ele se tornou um, ou se surtou ou sei lá, mas as coisas ficaram estranham e uma pessoa que vc adora de um dia pro outro te odeia e te faz sentir a pior pessoa.
Pois bem... Tenho uma certa semelhança com a Meredith Grey (Grey´s Anatomy), um pouco de semelhança com a Christina Yang também, mas o mais engraçado, é que eu tenho plena consciencia dos meus bloqueios...

Eu tenho plena consciência de que eu afato pessoas que gostam de mim...
Tá, nunca ninguém entendeu minhas brincadeiras e muito menos meus surtos, mas também... quem tem obrigação? Eu só conheço duas pessoas capazes de entender essas duas coisas, fora a minha mãe... e nenhuma delas, embora seriam perfeitos, estão ao meu lado hoje.
Quem tem obrigação de entender que quanto mais as vezes você afasta alguém, talvez vc queira que ela apenas lute por você e não te considere mais uma da lista?
Mas enfim, voltando aquela pessoa que eu tinha comentado, até hoje eu não sei como as coisas tomaram o rumo que tomaram, o que eu sei é que às vezes vc sente uma imensa falta de pessoas que vc tinha ao seu lado, e que vc acaba afastando simplesmente por não saber o que fazer com certas coisas, sentimentos e atitudes.
Eu tenho plena consciencia de que eu tenho medos, que eu só flerto com pessoas que estão longe e não vão se aproximar, que minha coragem só chega até aonde eu não posso ir...
Eu tenho problemas com aproximação, e sinceras dúvidas quanto a sinceridade das pessoas.
O fato é que com toda a minha loucura eu ainda sinto uma imensa vontade de voltar, pra todas as cosias que eu fiz só pra fzaer diferente, com cada uma das pessoas que passou pela minha vida, só pra ir lá e dizer ao inves de "está tarde agora", "mal posso esperar pra vc estar aqui", ou então, ao invés de "voce tem que decidir o que quer" eu dizer "eu quero você e pronto" "nada mais importa", "eu sou a pessoa que vc está procurando", "eu faria qualquer coisa pra te fazer feliz"...
Morro de arrependimento de não ter dito um milhão de coisas, mas nem mesmo sei se os resultados seriam diferentes, ou se eu ia me decepcionar com as respostas e me tornar da mesma forma uma pessoa com "dificuldade" como dizem minhas amigas piadistamente...
Enfim...
Tem pessoas que mereceriam sim um milhão de posts, mas eu só tenho coragem de escrever pra quem eu tenho certeza que jamais vai ler, porque quem pode ser que leia, eu não teria coragem de me mostrar...
Eu já cheguei a dizer que me idealizaram uma pessoa que eu não sou, mas talvez tenha sido um pouco de medo, que ninguém mais fosse capaz de ver em mim algo que nem eu mesma sou capaz de enxergar e acreditar... e que talvez essas pessoas que afastei tenham sido o mais próximo de conhecer quem eu realmente sou que se existiria...

Eu não sou uma dessas pessoas...

Algumas experiências nos trazem lembranças e algumas constatações.
Esse acompanhamento por exemplo da minha mãe no hospital me fez ver que eu sou um pouco fechada.
Eu não sou uma dessas pessoas que conversam... que falam...
enquanto a porta do quarto estava aberta todo mundo que passava parava conversar... não sei se carência, ou se simpatia, mas eu descobri que tenho meio aversão a aproximações inesperadas.
Eu não entendo como alguém olha pra tua e cara e diz... - Oi... qual é o seu problema? porque vc está aqui? - eu até entendo que seja um hospital onde todo mundo tem um problema, mas ao mesmo tempo sempre tem uma pessoa pra dizer: - Então minha tia tava assim, morreu coitada... - Que ódio, que vontade de bater... eu não sou uma dessas pessaos que falam sobre os seus problemas, afinal, já tive más experiências ao contar minhas cosias pras pessoas... e além do mais, quem pode me ajudar? Eu esperando a minha mãe sair da cirurgia e uma mulher falava toda hora... - Ta demorando né? - e a única coisa que saia da minha boca era um mísero e dificultoso "ahan". Eu já estava nervosa o suficiente, sabe não é por mal, mas eu sou assim. Eu aprendi a ser assim, a custa de confiar nas pessoas e me decepcionar, parecia que tinha até um cronograma, enquanto eu tava quieta td bem, era só eu me abrir e BUM, ia td por agua abaixo... que droga. Eu admito, eu tenho um certo bloqueio, mas que tipo de pessoa ve a sua porta aberta entra e começa a falar da cirurgia "pouco agradável" (se é que me entendem) do marido? Ah pára né... Desculpa mas se for pra entrar no meu quarto um dia, façam o favor de entrar tocando violão cantando ou então fazendo uma oração... e por favor, não abram a droga da cortina...