segunda-feira, 21 de abril de 2014

Sobre desconfiança e outros desastres

Engraçado como constantemente nos vemos achando que conhecemos as pessoas como a palma da nossa mão... mas a verdade que inegavelmente nunca admitimos é que na verdade o que conhecemos é o que queremos do mais fundo do coração que seja a verdade sobre a pessoa... aí criamos pra nós mesmos situações que "temos certeza" que sabemos mas na verdade não passa de vontade que seja...
Sabe quando você pensa que conhece alguém muito bem, e que arruma desculpa pra todas as coisas ruins que ela faz ou coisas que incomodam, mas na verdade é o que você queria que fosse falando mais alto e rebuscando os acontecimentos...
O problema é quando simples palavras esfregam na sua cara que você estava enganado e que realmente aquilo que a pessoa mostra é o que realmente ela é... e não uma armadura que esconde a pessoa boazinha que você quer que esteja lá...
Eu costumo dizer que desconfiar dá muito trabalho...
Ou você escolhe acreditar em quem as pessoas são e aceitar o que seus ouvidos ouvem ou vêem ou você simplesmente se distancia porque nada mais cansativo do que desconfiar...
Confiar é legal... ninguém precisa conferir nada do que a pessoa fala... nem descobrir se ela está mentindo ou falando a verdade e nem precisa investigar nada... mas quando a confiança se fere é a coisa mais desagradável chata complicada e trabalhosa da vida... pois a partir desse momento você nunca mais tem a total certeza de que o que está ouvindo é a verdade...
E sabe... algumas coisas você perdoa e acredita apenas uma vez na vida... afinal todos merecem um voto de confiança e uma segunda chance... mas na segunda... ou você abre os olhos e ve que quem esconde coisas inventa historias e mente pra você em qualquer formato de mentira não merece um pingo de consideração ou qualquer outro sentimento que venha de um coração que tem outro dentro dele... ou você vai ter trabalho a vida toda conferindo se as coisas eram verdade ou não... e isso sinceramente... ninguém merece...