quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eu não sou uma dessas pessoas...

Algumas experiências nos trazem lembranças e algumas constatações.
Esse acompanhamento por exemplo da minha mãe no hospital me fez ver que eu sou um pouco fechada.
Eu não sou uma dessas pessoas que conversam... que falam...
enquanto a porta do quarto estava aberta todo mundo que passava parava conversar... não sei se carência, ou se simpatia, mas eu descobri que tenho meio aversão a aproximações inesperadas.
Eu não entendo como alguém olha pra tua e cara e diz... - Oi... qual é o seu problema? porque vc está aqui? - eu até entendo que seja um hospital onde todo mundo tem um problema, mas ao mesmo tempo sempre tem uma pessoa pra dizer: - Então minha tia tava assim, morreu coitada... - Que ódio, que vontade de bater... eu não sou uma dessas pessaos que falam sobre os seus problemas, afinal, já tive más experiências ao contar minhas cosias pras pessoas... e além do mais, quem pode me ajudar? Eu esperando a minha mãe sair da cirurgia e uma mulher falava toda hora... - Ta demorando né? - e a única coisa que saia da minha boca era um mísero e dificultoso "ahan". Eu já estava nervosa o suficiente, sabe não é por mal, mas eu sou assim. Eu aprendi a ser assim, a custa de confiar nas pessoas e me decepcionar, parecia que tinha até um cronograma, enquanto eu tava quieta td bem, era só eu me abrir e BUM, ia td por agua abaixo... que droga. Eu admito, eu tenho um certo bloqueio, mas que tipo de pessoa ve a sua porta aberta entra e começa a falar da cirurgia "pouco agradável" (se é que me entendem) do marido? Ah pára né... Desculpa mas se for pra entrar no meu quarto um dia, façam o favor de entrar tocando violão cantando ou então fazendo uma oração... e por favor, não abram a droga da cortina...

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