sábado, 4 de dezembro de 2010

Sobre amor e outros desatres

Na verdade todo mundo quer encontrar alguém.
A patricinha, a piriguete, o nerd, o pegador, mesmo aqueles que exibem sua solteirice com orgulho, uma hora sentem vontade de estar abraçadinho, de ouvir uma música junto. Da taernura de uma companha romaantica naquela música que toca no show que é a cara de um casalzinho.
Todo mundo tem que ter um par.
Só que o que não se entende e nem se pode são as pessoas loucas que surgem.
Creio que cada uma delas entra na nossa vida por um motivo especial, e ás vezes de uma hora para a outra você simplesmente entende certas coisas e se liberta.
Por mais que você queira, ou chore, esperneie, tem gente que não é nem nunca vai ser capaz de te fazer feliz.
Por mais que o cara pareça om príncipe encantado se ele não te enxergar ele não é pra você, e faça o que voce fizer ele nem vai te notar, e sabe porque? Porque ele não é seu cara, porque vai ver o que ele busca esta muito longe de você mesmo que ele seja perfeito pra voce, vc pode nao ser pra ele.
E sabe o mais chato de tudo isso, na vida perdemos pessoas incríveis e especiais por simplesmente estarmos com a atenção voltada en quem nem merece tanta atenção assim.
Porque pra quem não te ama, você pode aparecer pintada de ouro, que não vai ser o suficiente, mas se aquele doido olhar pra você e gostar de você você pode estar dando um piti, ou de uniforme ridículo do trabalho, ou suja descabelada, que você sempre vai ser suficiente. Não adianta esperar a pessoa perfeita ou certa, mas sim se agarre àquela que pode te fazer mais feliz, que pode te segurar na hora que vc cair, que vc possa confiar, que te fale a verdade.
Infelizmente na vida as pesoas resolvem gostar do chato que não telefona, da insuportável que passa e finge não ver, e nessa onda dia após dia perdemos de conhecer pessoas incríveis que existem por aí em todo canto, não porque elas existem em pouca quantidade, mas sim, estou acabando de crer, que não as vemos simplesmente por que estamos com os olhos fechados pra elas... enquanto estamos com a atenção voltada pra outras que estão com suas atenções voltadas pra outras que nem de longe somos nós.
Portanto, sejamos livres, andemos com o cabelo ao vento e o sorriso no rosto, pois como diz a frase do Quintana, é só cuidando do jardim que as borboletas vêm até você...

Din gon bells...

Quem me conhece sabe que eu não sou muito fã de natal.
Natal como festa, nada a ver com a questão que se discute a cerca do nascimento de Jesus.
A festa de natal em si pra mim nunca resultou boas lembranças.
Meus parentes, digo parantes porque família é a que mora aqui na minha casa e os que Deus me permitir escolher., a minha nã era das mais amorosas, na verdade as festas de "família" eram regadas a disputa de quem dava os melhores presentes, quem ia passar as ferias no lugar mais invejável, coisa que a minha família nunca participou, afinal durante muito tempo foram ricos, mas pouco depois do meu nascimento ficaram pobres e quando se fica pobre e não tem mais dinheiro pra dar ouros e grifes você perde muito a importancia nessqas festas.
O fim dessa patifaria foi quando um natal, onde não poderíamos viajar por problemas fincanceiros uma pessoa mandou que ficássemos em casa sozinhos, e ficamos, desde então todos os anos adiante. Sem contar outras coisas chatas e vésperas esperando meu pai no portão que trabalhava fora e eu nem sabia se ele vinha mesmo...
O natal na minha infancia eu ligava a perdas e finais, porque acabava a escola, eu tinha meus amiguinhos todos lá, e no fim de ano muitos mudavam de escola, de cidade, quando nao era eu, e além do mais isso pra criança é o maior trabalhão, arrumar novos amiguinhos, e ainda mais quando se é de uma religião onde não se comemorava nada, não se ia a festa alguma, era uma função arrumar novos
amiguinhos.
Mas a gota dágua mesmo se deu quando eu fui trabalhar no shopping.
Lá é um mundo que não é nosso mundo real, e nessas épocas o que mais eu via era crianças pobres indo lá pra ver o papai noel, pra ganhar um chocolate, e pra ficar olhando as vitrines sonhando com todas aquelas coisas e doces e belezas que eles não teriam em casa.
O natal na minha opinião traz uma obrigação nas pessoas de presentes, e montes de comida, com tanta gente passando fome por aí, e tanta coisa triste, que eu fico imaginando esses outdoors que tem nas ruas com chocotones e panetones e coisas que são jogadas na frente de crianças que muitas vezes sentem vontade de tomar um iogurte e a mãe não pode dar.
Quantas pessoas eu vi passarem na minha casa no dia 24 pedindo comida.
Quando a minha mãe trabalhava na ação social o que mais se via era criança com vontade de comer um bis, que é tão baratinho mas que muitas vezes a mãe mal pode dar o arroz.
É essa festança toda, essaa obrigação de estar feliz no meio de tanta gente, essa beleza toda do natal que traz à cabeça das pessoas essa obrigação de ter tudo, e essa vontade de ter tudo, aquela família granda reunida, a pessoa que voce ama do seu lado, os perus, os tenders e sei lá o que mais a quatro, tudo isso que as pessoas não tem se acentuam a falta no natal, principalmente pra quem está sozinho, pra quem perdeu um ente querido, pra quem não tem dinheiro, e principalmente pras crianças. Acho tudo isso muito triste e hipócrita. Se o natal foi criado como época do nascimento de Jesus então porque a última coisa de que se lembram é dele?
Ano passado no natal eu andei lendo algumas cartinhas daquelas que as criança mandam para o papai noel do correio e fiquei entristecida com as "bobagens" que as crianças pedem, como fralda pro irmãozinho, uma bicicletinha, e até panetone, chocotone, coisinha que custa 10 reais e não é nada pra pessoas que gastam 200 e até mil como gente que eu conheço numa noite de balada.
Neste natal, faça alguma coisa diferente. Tome vergoonha na cara e ajude alguém, adote uma criança carente com o presente dela, ajude uma instituição, vá a um asilo, leve um bolo, lembre-se dos idosos e crianças que vão passar as festas nos hospitais. Tente mudar o mundo em volta de você antes que ele te mude primeiro e você se torne mais uma pessoa como qualquer outra que simplesmente vive sua vida sem se preocupar com tudo mais que existe e o que você pode fazer de bom, mesmo que não vá ganhar nada em troca...

É...talvez eu seja um Grinch que um dia vai gostar do natal, ter uma família grande pra comemorar, uma empresa onde as pessoas se confraternizem de verdade, talvez um dia eu alcance meus ideias, mas enquanto isso eu fico aqui rezando pra essa época passar e chegar logo o Reveillon que eu gosto muito, afinal nos traz aquela velha ilusão de que tudo vasi recomeçar diferente, de que tudo vai mudar e que nós poderemos alc ançar os objetivos e fazer melhor, sendo que só depende de nós...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

E aí ja era...

Jornada...

Bom, no caso desde que eu voltei de Sampa não escrevi nada então vamos às novas...Fiz uma baita jornada, depois do último post dormi no aeroporto, quase matei a familia do coração pelas 3 horas de atraso do vôo, e ainda com direito a um pirepaque na volta dentro do avião e muitas risadas depois.
No fim das contas essa semana não dormi, pois passei duas noites da minha semana em congonhas, uma no centro de eventos e as outras vendo tv no hotel enquanto ouvia os barulhos do prédio ao lado e as sirenes e tiros do centro de São Paulo.
Enfim, acho que hoje é dia de dormir, afinal, ontem dormi apenas uma hora, descobri que ainda tenho idade pra extravagâncias como essas, e acho que devia ter ido trabalhar direto do show, assim quem sabe eu ia estar menos quebrada. Mesmo assim valeu a pena. O show do Jorge e Mateus foi muito bom, as duas horas de engarrafamento melhor ainda (kkk).
Um parabéns especial à Carol que me aguentou a semana inteira com a tv do quarto do hotel ligada a noite toda porque eu simplesmente não durmo, e a proposito quando eeu dormi me acordou de madrugada que tinha alguma coisa subindo na cama, e toca a "chefe" (zueira) acender todas as luzes a fim de saber o que tava acontecendo pra descobrir que ela tava dormindo e sonhando..., outro à Juju que se perdeu pra sair de Cambé depois do me trazer do Show, também pros mineiros de Manaus, bons "balangadores de beiço" (kkkkk), pro Garçon ENO do Outback que rendeu muitas risadas por conta do nome, na nossa mesa (quem não conhece essa música?? Ah, a Samia não conhecia kkkkkk), pros garçons paulistanos que não sabem a diferença entre batidinha e caipirinha e muito menos que existe suco com leite. Também pra mami e pai que aguentam todas essas armadas, e ainda acham graça em alguém que chega às 10 pras cinco querendo jantar sendo que ia trabalhar as seis e meia...
Bom fim de semana pra mim e pra todos nós.
Logo voltarei a falar das outras coisas loucas da vida que uma hora ou outra voltarão a me atormentar, eu sei...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Alguma coisa acontece no meu coração...

Simples como certas coisas podem fazer uma diferença enorme na nossa vida.

A vida é cheia de pessoas especiais e coisas especiais, e passei por uma delas essa semana.

Saí do aeroporto de congonhas e fui em direção aos jardins, bairro nobre e chique dda cidade de São Paulo.

Nesse caminho eu vi algumas coisas e fiquei pensando em mudar de ideia quanto à historia de que eu moraria em Sampa facilmente...


De início achei uma cidade suja, esquisita, com tudo velho, mas incrivelmente aos poucos a cidade vai se revelando.

Suas luzes vão se acendendo e tudo aquilo que antes poderia ser olhado como feio e velho e sujo dá lugar a uma maravilhoise cidade, cheia de luzes, cheia de lugares antigos, e aos poucos fiquei sabendo o quanto todas aquelas construções aparentemente velhas foram antigamente há mais de 150 anos casas, residencias de pessoas históricas, e palco dos maiores acontecimentos da história de um país.

São Paulo, a cidade das pixações, onde embaixo delas vc encontra pessoas dormindo, pobres cobertas com jornal, e mais adiante você encontra mansões antigas para alugar, e mais a frente um pouco prédios lindos e luxuosos, e andando mais adiante shoppings e mega construções que nem mesmo nos maiores locais do mundo eu tenho certeza que vou encontrar igual.

O que eu achei mais interessante e triste é que enquanto eu tirava algumas fotos na praça da Sé, em outro cantinho da praça lotada de policias civis e militares por conta da "bandidagem" um bando de velhinhos moradores de ru conversavam, e uma senhorinha juntava papéis do outro lado da rua. Agora eu e pergunto, quantas dessas pessoas ali, que estavam dormindo no meio da rua, no chão frio estavam achando tudo aquilo aí lindo como eu? Pois é... para alguns São Paulo é simplesmente palco de tristeza, fome e desilisão de quem saiu de sua terra pra tentar uma nova vida, mas quando chegoiu na cidade grande viu que nada era como parecia...

Foi então que ao prestaer atenção em um viaduto eu vi escrito com pixação logo em cima de um monte de lixo, na parede... NUNCA PERCA A FÉ, POIS ATÉ MESMO NO MEIO DO LIXÃO, PODE NASCER UMA FLOR...


Aquilo me emocionou e me fez entender como as pessoas vão em frente.


E entre as maravilhas e belezas e tristezas de Sampa pela primeira vez eu entendi "a deselegancia discreta de suas meninas" e a "poesia discreta de suas esquinas"... e entendi que "alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga com a Avenida São João..."





domingo, 28 de novembro de 2010

De novo...

Bem que poderia parar...
Poderia parar de pensar em voltar atras e mudar de ideia...
Pena que eu não estou a fim de me entregar de bandeja, nem muito menos de ver o filme se repetir de novo, e de novo e de novo.
Acabo vendo novamente as mesma musicas que me fizeram chorar a anos atras e que foram usadas pra me ferir a anos atras e que foram usadas pra me dizer coisas há anos atras.
Como pode, você ver o seu destino se repetindo de uma forma tão incrivelmente idiota?
E o que é isso?
Um teste?
Uma nova chance?
Ou é só pra me machucar mesmo?
Que palhaçada essaa vida...
Onde vai parar tudo isso?
Como a gente faz pra retroceder?
O que a gente faz quando a unica coisa que vc queria era não ter entrado no cami8nho de alguem, ou ter entrado?
Qual a decisão correta?
Porque tudo o que acontece faz vc pensar?
Que droga...
Porqe é que cada musica parece ter sido feita pra mim, que sentimento idiota esse de ficat se batendo com o martelo sendo que ninguém ta nem ai pro que eu to sentindo?
Haja tanta descomunicação, haja tanta confusão...
Haja gente aparecendo na sua vida...
Mas como eu sempre digo, será que as coisas seriam diferentes? ou será que ela acabariam dando errado sempre, de uma outra forma, afinal, o fiilme sempre acaba do mesmo jeito mesmo.
É estranho vc ver que da mesma forma que va ama alguém alguém te ama e o que nao te ama te trata como vc trata o que vc não ama e tudo vira um circulo perfeito... Full circle...
Tem uma musica que diz: "vai ver a gente não conhece o amor direito, prazer eu sou um cara cheio dedefeitos" simples assim, se fosse né...
Na verdade cheguei a conclusão de que nao amo mais ninguem, cansei de amar, e de sonhar e fantasias sendo que eu sei bem qual é a realidade, vc nunca é boa o suficiente pra uuma pessoa perfeita que acha que encontou, ela sempre quer alguém melhor e vc nunca é isso, porque na verdade vc é sempre uma idiota como todas as outras... se bem que eu nao sou assim tão idiota, pelo contrário, eu sou lisa, mais ainda do que deveria... talvez agora eu esteja aberta as coisas que nao entendo, mas afinal existe uma musica que me acompanha a tempos e por mais coincidencia que pareça permeou uma historia minha que diz: " I tried so hard and get so far, and in teh end, its doesn´t evem matter..." pois é doen´s even matter how hard you try... rídículas voltas que o mundo dá...
Ninguém merece...