segunda-feira, 28 de abril de 2014

A assustadora mutação de uma ciumenta



Gente o autor desse texto é um blogueiro chamado Ricardo Coiro, estou postando porque achei hilário, fiquei imaginando as cenas kkkkk 

Sorte que eu não sou ciumenta néh! (Oi??)
  
20h23. Ele ainda não ligou. Também não mandou mensagem. Ela pensa: “Eu não tenho motivos para sentir ciúme. Estou feliz por ele estar se divertindo com os amigos e tomando um chope bem gelado!”.


21h33. Nenhuma chamada perdida. Nenhuma chamada atendida. Nenhuma mensagem recebida. E não é culpa do sinal da TIM que, milagrosamente, está a todo vapor. Ela rói a pontinha da unha do mindinho e pensa: “Ciúme é uma bobeira. A boa namorada tem que sorrir quando o namorado está feliz. Mas será que ele está feliz só por estar com os amigos? Ou será que ele está acompanhado de mais alguém?”.
21h45. Ela liga e desliga o celular, pois a falta de contato dele pode ser decorrência de algum problema tecnológico desconhecido. Mas não é. O que ela vê na tela do celular é apenas uma atualização do aplicativo para chamar táxis e um e-mail marketing do estúdio no qual ela faz pilates. Ela rói o cantinho da unha do outro mindinho, consome desesperadamente – como faz quem tem uma recaída de crack – quatro quadradinhos de chocolate, e pensa: “Nem uma mensagem? Ele sabe que eu fico preocupada (doente de ciúme). Ele só pode estar aprontando. Aquele bar que ele foi vive cheio de vagabundas! Não gosto quando ele sai com o Marquinhos!”.
21h46. Ela envia um SMS para ele: “Amor, está tudo bem? Você se esqueceu de mim? Não esquece que eu amo você mais do que tudo!”. Mas ele não responde, nem uma sílaba. Ela sente raiva. Imagina o namorado falando gracinhas para uma piriguete coxuda de sneakers no pé e batom vermelho nos lábios. Ela corre para a cozinha e come, em menos de um minuto, oito quadradinhos de chocolate. Ela rouba um cigarro – um Charm – da avó e fuma em dois tragos. Ela pensa: “Tenho certeza que o filho da puta não responde por estar ocupado comendo alguém! Mas ele me paga! Vou cortar o saco dele e dar para os gansos assassinos do lago do Ibirapuera!”. 
22h20. O Zorra Total começa e, de alguma forma misteriosa, aumenta a aflição dela. Nem um sinal de fumaça dele. Ela tenta ler um livro, porém, nem depois de repetidas e insistentes tentativas, ela consegue compreender a primeira linha. Ela está com a cabeça em outro lugar. Ela está possuída pelo próprio pessimismo. Ela, então, numa tentativa desesperada de tirar o ciúme de dentro dela, rouba um Lexotan da mãe. E mais dois cigarros da avó. E o resto do chocolate da irmã. E um vigoroso copo de cachaça do pai. E pensa: “Eu vou atrás dele! Vou pegar esse merdinha no pulo! Quem ele pensa que é?”.
22h28. Ela está no elevador e, no espelho, vê uma moça descabelada. Mas ela não está nem aí para a aparência ou para o fato de estar com um sapato diferente em cada pé. Ela só quer descobrir a verdade por trás do silêncio do namorado.
22h34. Ela acelera como se fosse a motorista de uma ambulância que porta alguém à beira da morte ou, se preferir, como se pilotasse uma viatura que persegue um criminoso procurado internacionalmente. Mas, caro leitor, não se engane: ela não passa de uma namorada completamente transtornada pelo ciúme. E, infelizmente, meio grogue devido à mistura inconsequente de Lexotan com álcool.
22h54. Ela está quase chegando ao Bar do Marião quando, abruptamente, uma viatura a para.
22h56. “Para onde a senhora está indo?”, o policial pergunta. E ela, com voz mole, responde: “Peço desculpa por estar correndo, senhor, é que estou indo para o velório da minha avó.”, ela mente. E o policial, incrivelmente, fica sensibilizado e diz: “Você não está em condições de dirigir, vamos levar a senhora até lá. Em qual cemitério?”. “Não precisa senhor, eu estou bem!”, ela responde, em tom exaltado e tentando firmar a voz. “Senhora, você está visivelmente alterada. Se não cooperar, teremos que levar você à delegacia. Em qual cemitério a sua avó está sendo velada?”. Então, sem se preocupar com o risco de perder a habilitação ou de acabar presa, pensando apenas no namorado que não liga, ela, rapidamente, diz o nome de um cemitério que fará com que a viatura, necessariamente, para se dirigir a ele, tenha que passar em frente ao Bar do Marião: “Cemitério das Garças!”.
23h03. A viatura passa em frente ao Bar do Marião e ela, apesar de estar com o nariz colado no vidro, não vê o Ricardinho por lá. Ela então tem um surto. Começa a se debater feito um camundongo atirado no terrário de uma jiboia faminta. O policial pede para ela se acalmar. Mas ela continua a socar o banco do carro e a dizer coisas como: “Eu vou matar ele!”. O policial, então, após pedir repetidas vezes para que ela se acalme e depois de receber algumas unhadas no antebraço, perde a paciência, manda a inexistente recém-falecida avó se foder e leva a ciumenta para a delegacia.
03h31. Depois de uma longa canseira na 13ª DP e de responder a perguntas de todos os tipos, finalmente, o delegado a libera – com a simples condição de alguém busca-la na delegacia. Ela poderia, muito bem, chamar um táxi ou ligar para uma amiga. Porém, ela resolve ligar para o namorado. O celular cai diretamente na caixa postal. E ela, incapaz de conter as próprias emoções, pega o primeiro objeto que vê na frente e arremessa contra um vidro da delegacia. Não era qualquer objeto – tratava-se de uma pequena estátua que o vaidoso e já velho delegado Rubens, por garantir a segurança da Hípica e por fornecer cocaína às festas que rolavam por lá, havia recebido como forma de agradecimento – o único “obrigado” que ele recebeu depois do “obrigado” que ouviu, aos 15 anos, quando desvirginou Matilde, a Faminta.
03h33. Após um minuto de silêncio e depois de descobrir que a estátua em forma de cavalo e com o nome dele estava estraçalhada, o delegado Rubens, enfurecido, faz com que a ciumenta seja presa por desacato e perturbação da ordem pública. Ela chora copiosamente. Não pela prisão, pois o único sentimento que ela carrega é o ciúme. O Rubens também chora.
04h20. O celular dela – que já não está mais com ela – vibra para informar a chegada da seguinte mensagem de texto: “Amor, peço desculpas por não ter respondido antes. É que meu pai enfartou e eu tive que sair do Bar do Marião direto para o hospital. Agora o estado de saúde dele já é estável e ele não corre mais risco de morte, mas foi um susto gigante. E você, está bem?”.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Texto do Fred Elboni

A namorada ideal te abraça como quem diz: “ok, amor, os sequestradores avisaram que vão matar todos nós e empalar os homens, mas dá cá um abraço porque eu te amo é nada mais importa”. Ela te puxa para perto quando vocês estão vendo filme como se a vida dela dependesse disso, à beira de um abismo. A namorada ideal, depois de um longo e demorado beijo, beija sua testa com os olhos fechados, como se falasse: “você não ouse nunca mais sair de perto de mim, tá ouvindo bem?!”.
A namorada ideal aperta sua mão andando na rua como se quisesse garantir que não se trata de um sonho. A namorada ideal engasga na hora de falar que te ama, mas ela nem precisa falar te olhando daquele jeito e fazendo carinho no seu rosto enquanto você cochila. Mas mesmo sem precisar e mesmo não sendo faladeira que nem você, ela se esforça, engole a timidez e fala baixinho: “também te amo”, só pra ver aquele sorriso de criança que ganhou o quartel general dos Comandos em Ação no Natal, mesmo o pai tendo falado que ele só ia ganhar um quebra-cabeça.
A namorada ideal morre de rir com qualquer besteira que você fala. Mas mesmo sendo uma besteirinha, ela dá uma daquelas risadas de criança vendo o mágico lhe tirar uma moeda da orelha repetidamente. Uma daquelas risadas que parecem que não vão parar nunca mais mesmo você achando que a piada nem foi tão engraçada. A namorada ideal não reclama quando você fica horas e horas falando sobre o mesmo assunto, como se isso ela estivesse interessada. E ela não só não reclama como presta muita atenção, mesmo você falando horas sobre a temporada de chuvas no extremo sul da Ásia durante o verão.
A namorada ideal vai acabar de ler esse texto e não vai perceber que é sobre ela, e quando você falar que ela é exatamente assim, ela vai dizer: “claro que não, você é muito exagerado. Eu sou normal”. E você vai sorrir e saber que ela pode até não ser perfeita, mas é perfeita pra você.

terça-feira, 22 de abril de 2014

"É melhor você ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranqüila e saudável, é desencanada e adora dar risada. 
Do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada, se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a sequência de bíceps e tríceps.
Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite?
O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí? Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade!”

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Sobre desconfiança e outros desastres

Engraçado como constantemente nos vemos achando que conhecemos as pessoas como a palma da nossa mão... mas a verdade que inegavelmente nunca admitimos é que na verdade o que conhecemos é o que queremos do mais fundo do coração que seja a verdade sobre a pessoa... aí criamos pra nós mesmos situações que "temos certeza" que sabemos mas na verdade não passa de vontade que seja...
Sabe quando você pensa que conhece alguém muito bem, e que arruma desculpa pra todas as coisas ruins que ela faz ou coisas que incomodam, mas na verdade é o que você queria que fosse falando mais alto e rebuscando os acontecimentos...
O problema é quando simples palavras esfregam na sua cara que você estava enganado e que realmente aquilo que a pessoa mostra é o que realmente ela é... e não uma armadura que esconde a pessoa boazinha que você quer que esteja lá...
Eu costumo dizer que desconfiar dá muito trabalho...
Ou você escolhe acreditar em quem as pessoas são e aceitar o que seus ouvidos ouvem ou vêem ou você simplesmente se distancia porque nada mais cansativo do que desconfiar...
Confiar é legal... ninguém precisa conferir nada do que a pessoa fala... nem descobrir se ela está mentindo ou falando a verdade e nem precisa investigar nada... mas quando a confiança se fere é a coisa mais desagradável chata complicada e trabalhosa da vida... pois a partir desse momento você nunca mais tem a total certeza de que o que está ouvindo é a verdade...
E sabe... algumas coisas você perdoa e acredita apenas uma vez na vida... afinal todos merecem um voto de confiança e uma segunda chance... mas na segunda... ou você abre os olhos e ve que quem esconde coisas inventa historias e mente pra você em qualquer formato de mentira não merece um pingo de consideração ou qualquer outro sentimento que venha de um coração que tem outro dentro dele... ou você vai ter trabalho a vida toda conferindo se as coisas eram verdade ou não... e isso sinceramente... ninguém merece...

quarta-feira, 16 de abril de 2014



Toda manhã na africa, a gazela acorda. Ela sabe que precisa correr mais rápido que o mais rápido dos leões para sobreviver. Toda manhã um leão acorda. Ele sabe que precisa correr mais rápido que a mais lenta das gazelas senão morrerá de fome. Não importa se você e um leão ou uma gazela. Quando o sol nascer, comece a correr.