quinta-feira, 3 de julho de 2014

No final das contas, há algumas coisas que não dá para evitar de comentar. Algumas coisas que a gente não quer ouvir e algumas coisas que a gente fala porque não dá para segurar mais. Algumas coisas são mais do que você diz, elas são o que você faz. Algumas coisas você fala porque não há outra opção.  Algumas coisas você guarda pra você mesmo.  E, não raro, às vezes algumas coisas falam por si só. 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Acredito que seja assim mesmo com todas as pessoas...
Quando elas mais nos afastam e gritam e se fecham e quando elas mais 
precisam do nosso amor  do nosso carinho!


Infelizmente...
é também quando você descobre as mentiras que acreditava ser verdade... 
as confianças que não existem... e acima de tudo... o quanto podemos ser tolos...
É triste quando você fica tão chateada e tão magoada a ponto de nem mesmo conseguir tocar em certos assuntos... nem mesmo consegue repetí-los dentro da própria cabeça a fim de tentar entender...





sexta-feira, 16 de maio de 2014

...e é assim que funciona a cabeça feminina rapazes...

kkkkkkkkkkk é um exemplo bobo... 
mas a cabeça feminina funciona assim...  
e não é só em caso de ciúmes nao...
enfim kkkkkkkkkkkk


segunda-feira, 28 de abril de 2014

A assustadora mutação de uma ciumenta



Gente o autor desse texto é um blogueiro chamado Ricardo Coiro, estou postando porque achei hilário, fiquei imaginando as cenas kkkkk 

Sorte que eu não sou ciumenta néh! (Oi??)
  
20h23. Ele ainda não ligou. Também não mandou mensagem. Ela pensa: “Eu não tenho motivos para sentir ciúme. Estou feliz por ele estar se divertindo com os amigos e tomando um chope bem gelado!”.


21h33. Nenhuma chamada perdida. Nenhuma chamada atendida. Nenhuma mensagem recebida. E não é culpa do sinal da TIM que, milagrosamente, está a todo vapor. Ela rói a pontinha da unha do mindinho e pensa: “Ciúme é uma bobeira. A boa namorada tem que sorrir quando o namorado está feliz. Mas será que ele está feliz só por estar com os amigos? Ou será que ele está acompanhado de mais alguém?”.
21h45. Ela liga e desliga o celular, pois a falta de contato dele pode ser decorrência de algum problema tecnológico desconhecido. Mas não é. O que ela vê na tela do celular é apenas uma atualização do aplicativo para chamar táxis e um e-mail marketing do estúdio no qual ela faz pilates. Ela rói o cantinho da unha do outro mindinho, consome desesperadamente – como faz quem tem uma recaída de crack – quatro quadradinhos de chocolate, e pensa: “Nem uma mensagem? Ele sabe que eu fico preocupada (doente de ciúme). Ele só pode estar aprontando. Aquele bar que ele foi vive cheio de vagabundas! Não gosto quando ele sai com o Marquinhos!”.
21h46. Ela envia um SMS para ele: “Amor, está tudo bem? Você se esqueceu de mim? Não esquece que eu amo você mais do que tudo!”. Mas ele não responde, nem uma sílaba. Ela sente raiva. Imagina o namorado falando gracinhas para uma piriguete coxuda de sneakers no pé e batom vermelho nos lábios. Ela corre para a cozinha e come, em menos de um minuto, oito quadradinhos de chocolate. Ela rouba um cigarro – um Charm – da avó e fuma em dois tragos. Ela pensa: “Tenho certeza que o filho da puta não responde por estar ocupado comendo alguém! Mas ele me paga! Vou cortar o saco dele e dar para os gansos assassinos do lago do Ibirapuera!”. 
22h20. O Zorra Total começa e, de alguma forma misteriosa, aumenta a aflição dela. Nem um sinal de fumaça dele. Ela tenta ler um livro, porém, nem depois de repetidas e insistentes tentativas, ela consegue compreender a primeira linha. Ela está com a cabeça em outro lugar. Ela está possuída pelo próprio pessimismo. Ela, então, numa tentativa desesperada de tirar o ciúme de dentro dela, rouba um Lexotan da mãe. E mais dois cigarros da avó. E o resto do chocolate da irmã. E um vigoroso copo de cachaça do pai. E pensa: “Eu vou atrás dele! Vou pegar esse merdinha no pulo! Quem ele pensa que é?”.
22h28. Ela está no elevador e, no espelho, vê uma moça descabelada. Mas ela não está nem aí para a aparência ou para o fato de estar com um sapato diferente em cada pé. Ela só quer descobrir a verdade por trás do silêncio do namorado.
22h34. Ela acelera como se fosse a motorista de uma ambulância que porta alguém à beira da morte ou, se preferir, como se pilotasse uma viatura que persegue um criminoso procurado internacionalmente. Mas, caro leitor, não se engane: ela não passa de uma namorada completamente transtornada pelo ciúme. E, infelizmente, meio grogue devido à mistura inconsequente de Lexotan com álcool.
22h54. Ela está quase chegando ao Bar do Marião quando, abruptamente, uma viatura a para.
22h56. “Para onde a senhora está indo?”, o policial pergunta. E ela, com voz mole, responde: “Peço desculpa por estar correndo, senhor, é que estou indo para o velório da minha avó.”, ela mente. E o policial, incrivelmente, fica sensibilizado e diz: “Você não está em condições de dirigir, vamos levar a senhora até lá. Em qual cemitério?”. “Não precisa senhor, eu estou bem!”, ela responde, em tom exaltado e tentando firmar a voz. “Senhora, você está visivelmente alterada. Se não cooperar, teremos que levar você à delegacia. Em qual cemitério a sua avó está sendo velada?”. Então, sem se preocupar com o risco de perder a habilitação ou de acabar presa, pensando apenas no namorado que não liga, ela, rapidamente, diz o nome de um cemitério que fará com que a viatura, necessariamente, para se dirigir a ele, tenha que passar em frente ao Bar do Marião: “Cemitério das Garças!”.
23h03. A viatura passa em frente ao Bar do Marião e ela, apesar de estar com o nariz colado no vidro, não vê o Ricardinho por lá. Ela então tem um surto. Começa a se debater feito um camundongo atirado no terrário de uma jiboia faminta. O policial pede para ela se acalmar. Mas ela continua a socar o banco do carro e a dizer coisas como: “Eu vou matar ele!”. O policial, então, após pedir repetidas vezes para que ela se acalme e depois de receber algumas unhadas no antebraço, perde a paciência, manda a inexistente recém-falecida avó se foder e leva a ciumenta para a delegacia.
03h31. Depois de uma longa canseira na 13ª DP e de responder a perguntas de todos os tipos, finalmente, o delegado a libera – com a simples condição de alguém busca-la na delegacia. Ela poderia, muito bem, chamar um táxi ou ligar para uma amiga. Porém, ela resolve ligar para o namorado. O celular cai diretamente na caixa postal. E ela, incapaz de conter as próprias emoções, pega o primeiro objeto que vê na frente e arremessa contra um vidro da delegacia. Não era qualquer objeto – tratava-se de uma pequena estátua que o vaidoso e já velho delegado Rubens, por garantir a segurança da Hípica e por fornecer cocaína às festas que rolavam por lá, havia recebido como forma de agradecimento – o único “obrigado” que ele recebeu depois do “obrigado” que ouviu, aos 15 anos, quando desvirginou Matilde, a Faminta.
03h33. Após um minuto de silêncio e depois de descobrir que a estátua em forma de cavalo e com o nome dele estava estraçalhada, o delegado Rubens, enfurecido, faz com que a ciumenta seja presa por desacato e perturbação da ordem pública. Ela chora copiosamente. Não pela prisão, pois o único sentimento que ela carrega é o ciúme. O Rubens também chora.
04h20. O celular dela – que já não está mais com ela – vibra para informar a chegada da seguinte mensagem de texto: “Amor, peço desculpas por não ter respondido antes. É que meu pai enfartou e eu tive que sair do Bar do Marião direto para o hospital. Agora o estado de saúde dele já é estável e ele não corre mais risco de morte, mas foi um susto gigante. E você, está bem?”.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Texto do Fred Elboni

A namorada ideal te abraça como quem diz: “ok, amor, os sequestradores avisaram que vão matar todos nós e empalar os homens, mas dá cá um abraço porque eu te amo é nada mais importa”. Ela te puxa para perto quando vocês estão vendo filme como se a vida dela dependesse disso, à beira de um abismo. A namorada ideal, depois de um longo e demorado beijo, beija sua testa com os olhos fechados, como se falasse: “você não ouse nunca mais sair de perto de mim, tá ouvindo bem?!”.
A namorada ideal aperta sua mão andando na rua como se quisesse garantir que não se trata de um sonho. A namorada ideal engasga na hora de falar que te ama, mas ela nem precisa falar te olhando daquele jeito e fazendo carinho no seu rosto enquanto você cochila. Mas mesmo sem precisar e mesmo não sendo faladeira que nem você, ela se esforça, engole a timidez e fala baixinho: “também te amo”, só pra ver aquele sorriso de criança que ganhou o quartel general dos Comandos em Ação no Natal, mesmo o pai tendo falado que ele só ia ganhar um quebra-cabeça.
A namorada ideal morre de rir com qualquer besteira que você fala. Mas mesmo sendo uma besteirinha, ela dá uma daquelas risadas de criança vendo o mágico lhe tirar uma moeda da orelha repetidamente. Uma daquelas risadas que parecem que não vão parar nunca mais mesmo você achando que a piada nem foi tão engraçada. A namorada ideal não reclama quando você fica horas e horas falando sobre o mesmo assunto, como se isso ela estivesse interessada. E ela não só não reclama como presta muita atenção, mesmo você falando horas sobre a temporada de chuvas no extremo sul da Ásia durante o verão.
A namorada ideal vai acabar de ler esse texto e não vai perceber que é sobre ela, e quando você falar que ela é exatamente assim, ela vai dizer: “claro que não, você é muito exagerado. Eu sou normal”. E você vai sorrir e saber que ela pode até não ser perfeita, mas é perfeita pra você.