
... é que como parecemos todos...
As coisas acontecem de uma forma tão engraçada...
Posso aproveitar pra contas sobre surpresa que tive ao ler um post que uma pessoa, de muito longe de mim, que me descreveu com lindas palavras, palavras lindas de uma pessoa que parece ser linda também, pois com algumas coisas que eu li fiquei encantada com a simplicidade e sensibilidade das palavras...
É assim, estamos por aí, nas ruas, no supermercado, nas escolas, no transito, todos como somente mais um, sem ninguem sequer ter idéia das nossas hiatórias, das nossas lágrimas, dos nossos risos, das nossas comemorações... enfim, quando passamos pos nós mesmos nas ruas, não temos idéia do tamanho das histórias que temos... Me refiro a nós mesmos, porque somos todos iguais, todos temos os mesmos sentimentos, historias, mágoas, amores, mas simplesmente não vemos uns nos outros o quanto somos exatamente iguais... exatamente irmãos, exatamente os mesmos, com sonhos, fantasias, tristezas.
Fico encantada quando vejo amigos meus tendo suas conquistas e me sinto tão realizada por eles como se fosse comigo... pois enxergo que cada pessoa naquela situação poderia ser eu... um bom exemplo disso, é a minha sala da primeira faculdade que se formou, eu eu fiquei feliz por eles e orgulhosa como se fossem todos meus irmãos... o que na verdade são...
O que me deixa triste, é quando vejo certas situações que não podem ser mudadas mas as pessoas simplesmente inverteram os valores, e não enxergam o quanto erradas são suas decisões, e o quanto julgamos as coisas sem saber e sem conhecer...
Assisti um júri essa semana, de uma acusação de homicídio, onde me vi "nervosamente" (se é que essa palavra existe) ansiosa pela absolvição do réu, um coitado, pedreiro, pai de tres filhos que matou com um tiro que era pra assustar, um bandido que roubou sua casa 5 vezes, atirou nele e quase matou seu irmão...
Inacreditavelmente, eu e meus amigos só conseguíamos pensar na família daquele homem que iria passar fome se ele fosse pra cadeia, e não na família do traficante, que depôs dizendo que o próprio filho era um inferno, vagabundo, que fazia mal pra todo mundo... Enfim, uma triste inversão de valores, onde o errado acaba parecendo o certo, e o certo acaba esquecido, ao passo que ninguém sabe mais como agir.
O que eu quero dizer é... o quanto é dificil pra nós enxergarmos, que seja qual for a situação, poderíamos ser nós, e aí então conseguirmos ter um pouco mais de sensibilidade e amor ao próximo, deixando de ser tão despercebidos, e de deicar passar tão em branco as pessoas que entram e passam pela nossa vida, e assim com certeza seremos mais felizes, e mais amorosos...
Todos somos despercebidos, e todos passamos em branco, e ninguém que passa por nós e nem nós mesmos quando passamos por alguém temos a noção do tamanha das histórias que todos carregam, de quem é o bandido e quem é o mocinho, quem é o assassino, quem é o pai de fámilia, quem é a mãe dedicada e quem é a atriz que vive sua vida, e se mostra igual a todos mas na verdade é diferente sem igual...

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